Existe Vida Após a Morte ?

Jesus foi o Revelador máximo do amor de Deus. Homem como nós, viveu todas as limitações da carne humana, mas aprendeu a controlar seus instintos e seus próprios condicionamentos culturais, a fim de transcender culturas, raças e épocas e revelar o propósito de Deus para todas as épocas, para todas as culturas, para todos os povos. Sua vida demonstrou o que é a essência do ser humano; sua morte demonstrou sua entrega total ao Pai e a um plano maior; sua ressurreição assegura-nos a continuidade de sua mensagem em nossas vidas; seu corpo e sangue nos alimentam dominicalmente a mantermos a fé nele e em seu projeto.

Sacramentos – o que significa e como interpretá-los.

Os sacramentos são como uma ponte que une nossa existência terrena e limitada à dimensão da eternidade. Tradicionalmente a Igreja define sacramentos como “sinais visíveis de uma graça invisível”. A palavra “sinais” deve ser entendida como “símbolos” na mais pura definição desse termo (sym-ballou ou seja, algo que une, como uma ponte mesmo a unir duas dimensões separadas por um abismo). As limitações de nossa vida terrena nem sempre nos permitem compreender as dimensões do amor de Deus e de sua graça. Por isso, os sacramentos são estes momentos especiais em que a eternidade toca a terra. Através do batismo percebemos e sentimos que Deus nos ama e nos acolhe desde a eternidade e quer ser nosso companheiro; a eucaristia nos lembra que Deus nos alimenta com o pão físico mas também espiritual; todos os demais sacramentos apontam para o mesmo em diferentes etapas de nossa vida. Sempre é bom lembrar que o Credo Niceno diz que Deus é o criador das coisas “visíveis e invisíveis”, ou seja, que a realidade do mundo é muito mais complexa do que a enxergamos. Os sacramentos são exatamente os momentos em que o visível e o invisível se unem, se tornam palpáveis e podem ser desfrutados em nossa vida material. Naturalmente, essa resposta é muito rasa diante da profundidade da pergunta que exigira um estudo mais demorado sobre a semântica da palavra, a compreensão dos sacramentos nas Escrituras e na história da Igreja. Mas, por enquanto, espero que seja suficiente.

O QUE OCORRE QUANDO AS PESSOAS MORREM?

Para Igreja Anglicana, o que ocorre quando as pessoas morrem?

A compreensão anglicana não é diferente das demais Igrejas Cristãs. Resumidamente, morremos na esperança da ressurreição, ou seja, na confiança que, de um modo misterioso, Deus nos receberá, nos dará uma nova forma de comunicação e de relação (o “corpo glorificado” ou o “corpo ressuscitado”) e nos unirá a Cristo na comunhão dos santos. Essa é a promessa a todos as pessoas batizadas.

Há linhas teológicas bastante sérias na Igreja Anglicana que admitem também a perspectiva do purgatório, mas compreendendo-o não como sofrimento da alma, mas como um período ou uma fase de adaptação à vida eterna. Afinal, toda mudança exige uma fase de adaptação. As linhas anglicanas que admitem o purgatório o entendem como um período de purificação, para que as pessoas que morreram ainda com o coração cheio de rancor, ódio, inveja, malignidade, etc., sejam misteriosamente purificadas, a fim de reconhecerem o senhorio de Cristo e a plenitude do amor de Deus.

MISSA, CELEBRAÇÃO OU CULTO?

Sempre que um grupo se reúne para qualquer comemoração (seja uma festa de aniversário, de casamento, formatura, confraternização entre amigos, etc), temos uma celebração. Então a palavra “celebração” designa qualquer reunião comemorativa, independente de ser um culto. Essa palavra é muito usada na Igreja porque o culto é, de fato, uma celebração – reúne pessoas que cantam e cultivam a memória de Jesus de Nazaré. Porém, o termo “celebração” é informal. O termo “Culto”, por sua vez, designa qualquer celebração religiosa, de qualquer religião. Assim existem cultos cristãos, budistas, indígenas, africanos, etc… O termo “culto” é usado na tradição cristã para qualquer reunião que congregue cristãos, e que exista oração, hinos e leitura bíblica. Pode até mesmo ser um funeral. Agora, o termo “Missa” ou “Santa Eucaristia” designa mais especificamente o culto cristão, no qual há orações, hinos, leitura bíblica e a celebração eucarística. Por isso, na tradição anglicana usamos o termo “Culto de Oração Matutina” ou “Vespertina” quando a Igreja para o ofício da palavra, sem eucaristia. Sempre que houver eucaristia, temos uma missa ou o termo mais oficial utilizado pela Igreja, que é “Santa Eucaristia” ou “Santa Comunhão